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20

julho

2016

Resenha: “O Conde de Monte Cristo”, Alexandre Dumas

Categorias: Livros ♥ , Resenha ♥

Olá, meu povo leitor!
Como estão? Recadinho rápido: eu vou tentar postar toda quarta-feira no blog. Okay? Então marquem aí na agenda que quarta-feira é dia de livros na Poderosa e Atrevida 😉

Muito bem, hoje eu vim falar de clássicos!

Meu Deus, fazia tanto tempo que eu queria ler este livro! Finalmente posso agora falar/escrever sobre essa experiência, porque é exatamente isso que é ler O Conde de Monte Cristo: uma experiência. Que, diga-se de passagem, é maravilhosa.

“O Conde de Monte Cristo”, Alexandre Dumas. Fonte: Editora Zahar.

Antes de tudo, eu gostaria de dizer que o meu primeiro contato com o mundo de Edmond Dantès, nosso excelentíssimo protagonista, foi por meio do filme. O filme é ótimo e, quando eu assisti, eu adorei! Um bom tempo depois eu descobri que era baseado em um livro. Primeiramente, se você é como eu que conheceu a história do Conde de Monte Cristo pelo filme, esqueça tudo a respeito do filme. “Mas, como assim? Você disse que o filme é ótimo!” E realmente é, não me entendam mal. Só que o livro é uma história totalmente diferente, TOTALMENTE. Por isso que, talvez, se você ler o livro e depois correr para ver o filme, possa ficar um pouco decepcionada, e é por isso que pela primeira vez na vida eu vou sugerir aos meus amiguinhos que assistam ao filme primeiro.

“Espera… WHAT?”

Sim, falo isso porque realmente vale a pena assistir o filme e, se você fizer o contrário, com certeza vai ficar frustrado. Mas chega desse blá blá blá e vamos direto para a minha opinião sobre o livro.

Antes de qualquer outra coisa, quero registrar aqui que fiquei muito emocionada com a leitura de O Conde de Monte Cristo. A história passa uma mensagem muito bonita e aprendemos um montão com Edmond Dantès e sua vingança.

É o tipo de obra que você se sente incapaz de falar sobre ele diante de toda sua grandeza. O livro emana uma respeitabilidade incrível. Sendo assim, creio que não estou à altura de tamanha opulência para discuti-la, pois, afinal, quem sou eu pra fazer isso?! Sou apenas uma pessoa que gosta de ler livros e fim. Poderia passar o resto da minha vida tentando expressar o que é este livro e mesmo assim não encontraria meios de fazê-lo. Então deixarei a sugestão para que vocês leiam e talvez venham a compreender ao que me refiro. Mas como isso daqui tem que ser uma resenha (e vocês que estão lendo estão esperando encontrar uma), eu tenho que deixar minhas impressões sobre o livro.

O Conde de Monte Cristo conta a história de Edmond Dantès e sua vingança depois de ser jogado na prisão através das artimanhas de inimigos que nem ele mesmo julgava os ter. Depois, então, de se ver entre quatro paredes no Castelo de If, ele jura por sua vida que vai se vingar daqueles que o colocaram naquela situação e o impediram de viver um futuro maravilhoso ao lado de sua amada e exercendo o ofício que lhe daria tanto prazer e o sustento de seu pai.

É a partir dessa vingança que surge uma longa e deliciosa história repleta de personagens interessantes e bem construídos. Apesar da história de Edmond Dantès ser o centro, o eixo central de toda a obra, eu estaria sendo injusta dizendo que a obra se trata apenas dele. O livro é composto por várias histórias devido a sua quantidade de personagens, e tudo tem uma relação com o todo. É lindo! Sabe aquela brincadeira de ligue os pontos? Pois eu me senti exatamente assim a cada página, muito curiosa sobre como o todos os pontos iriam finalmente se ligar e o formato que ele iria dar.

A quantidade de personagens me fez ficar no começo perdida. Além disso, alguns personagens aparecem e depois demoraram várias e várias páginas para aparecer, então eu sempre me pegava pensando: “Quem é você mesmo?”, mas tudo isto faz parte! Não deixe as mais de 1.500 páginas junto com todos os seus personagem te intimidarem. Juro que vai ficar tudo bem e você lerá um clássico belíssimo.

O livro é divido em quatro partes, cada uma se passando em um local diferente. Apesar do livro ser imenso, a história flui muito bem e quando você percebe está quase terminando. Os diálogos são impressionantes e o livro está recheados de citações e frases que nos fazem parar a leitura para pensar. Adoro quando isso acontece!

O Conde de Monte Cristo é uma das obras mais importantes do célebre Alexandre Dumas, o mesmo carinha sensacional que nos contou a história de Os Três Mosqueteiros. Porém, aqui vai uma fofoquinha lá dos tempos de Dumas: Alexandre Dumas tinha como colaborador para suas obras o senhor Auguste Maquet, que o auxiliava nas composições das histórias, porém não se sabe até que ponto ele o auxiliava nas obras. Até hoje é um mistério sobre o quanto do dedo de Dumas e Maquet tem nas obras. Eles tiveram alguns desentendimentos que acabaram fazendo Auguste Maquet renunciar ao seu nome ao lado de Dumas nos livros. Estou contando isso porque nunca vi ninguém dando crédito a Auguste Maquet em resenhas (e também porque eu adoro uma fofoca!)

Li esse clássico na edição, linda e caprichada, de bolso de luxo da editora Zahar, que possui outras edições igualmente belas. Recomendo mil vezes! A editora Zahar faz um trabalho minucioso que sempre resulta em edições apaixonantes.

Enfim, ler um clássico nos causa um efeito maravilhoso! O livro superou minhas expectativas e eu só posso recomendar um zilhão de vezes. Magnifico! Termino aqui com as últimas palavras que Alexandre Dumas deixa em sua obra e que mudaram um pouquinho minha vida depois que fui apresentada a elas por Edmond Dantès:

“ … toda a sabedoria humana estará nestas duas palavras: Esperar e ter esperança.”

18

julho

2016

Ilustrações – Fernando Cobelo

Categorias: Ilustrações ♥

Genteee

Se tem uma coisa que me encanta são ilustrações, e aqui no blog você encontra muitas delas, já fiz vários  posts compartilhando com vocês ilustrações com traços diferenciados, pinturas em aquarela, entre outros, eu  sempre procuro compartilhar  imagens  que aguçam minha criatividade e  que transmitem uma mensagem reflexiva, e dessa vez quem me encantou com suas ilustrações poéticas foi o Fernando Cobelo, imagino que muitos de vocês já devem conhecer, e para quem ainda não conhece dá uma olhada no trabalho dele 😉

Fernando Cobelo

O Fernando também tem uma lojinha com vários produtos onde a suas artes estão presentes, vale conferir. Segue também o  Instagram para você continuar acompanhando as ilustrações. 

Bjin Bjin

Ah veja também  alguns dos meus artitas favoritos clicando aqui ou aqui

13

julho

2016

Resenha “As Mentiras de Locke Lamora” Scott Lynch

Categorias: Livros ♥ , Resenha ♥

Carne nova no pedaço!

Olá, pessoal! Como vão? Eu nunca me apresentei em um blog antes, é a primeira vez, então não sei direito como faz isso, mas vou tentar, prometo.

Meu nome é Renata Kazys, tenho 21 anos, sou paulistana, estudante de Lazer e Turismo e nas horas vagas devoro livros, haha. E é exatamente sobre este assunto que escrevo aqui hoje: livros.

Tive o prazer de ser convidada pela Carol a ser colaboradora do blog para escrever aqui um pouco sobre o que eu ando lendo e algumas curiosidades sobre o universo literário. Estou muito feliz pela oportunidade e espero que passemos por bons momentos aqui :)

Para a minha estreia aqui no Poderosa e Atrevida eu escolhi resenhar sobre um livro que eu gosto muito, As Mentiras de Locke Lamora, de Scott Lynch.

Eu não precisei terminar a obra para coloca-la na minha lista de favoritos. E peço licença a Patrick Rothfuss para usar suas próprias palavras sobre As Mentiras de Locke Lamora e faço deleas minha opinião:

 

Eu fiquei totalmente atordoado pela qualidade da obra: a linguagem e a construção de mundo e da trama, a perspicácia e a destreza de Scott Lynch. Provavelmente é um dos cinco melhores livros que li na vida.” 

É isso aí Rothfuss, eu fiquei atordoadíssima também!

Para mim é sempre bastante difícil escrever sobre minhas impressões a respeito de um livro que eu gostei muito, porque sinto que estou sempre sendo injusta à qualidade da história, mas vou fazer o meu melhor para tentar falar sobre este livro.

Fonte: Editora Arqueiro.

 

“O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.”

 Primeira coisa que me fez ficar eufórica com a história: Camorr é uma espécie de Veneza, e caramba, eu amo Veneza! Curto demais livros que se ambientam lá, vocês não fazem ideia. E o autor descreve com muita destreza e com muita riqueza de detalhes todo esse cenário. E para tornar tudo ainda melhor, é uma história que se trata sobre ladrões – a arte de roubar, e eu igualmente amo essa coisa meio Robin Hood e que combina divinamente com esse cenário maravilhoso

Segundo: Locke Lamora é um pilantra vigarista apaixonante! Tornou-se o meu anti-herói preferido e acho que dificilmente haverá outro ainda nesta minha humilde vida que tirará seu título. Eu ADORO anti-heróis! Suas histórias são sempre mais interessantes e divertidas, além de haver todo um charme em torno de alguém que é perigoso, que não é confiável, cheio de artimanhas e canalhices, mas ao mesmo tempo possui seu espírito de ordem e justiça. Locke Lamora é tudo isso e muito, muito mais. Divertido, inteligente, sagaz, irônico, inconsequente e um mentiroso de marca maior. Ele seduz à nós leitores com muita facilidade, mais uma das qualidades do nosso nobre vigarista.

Terceiro: Locke Lamora não é o único personagem ícone que integra essa trama. Todos os personagens são engenhosamente construídos. Mas a minha atenção volta-se para os próprios Nobres Vigaristas – Calo, Galdo, Jean e Pulga, o humor desse grupo dá um toque especial a trama e a amizade entre esses ladrões me fez chorar.

Quarto: A capa desse livro, pelos deuses! Eu tenho que admitir aqui que apesar de todos sabermos o quanto é feio julgar um livro pela capa, eu quis ler As Mentiras de Locke Lamora só por causa da capa. Me julguem. Que leitor que nunca fez isso que atire a primeira pedra, haha.

É uma capa belíssima e quando eu a vi no Skoob foi amor à primeira vista, à terceira, à quarta, etc… E eu nunca estive tão certa! Porque além dessa capa extraordinária, a história faz jus a ela. O que eu mais gosto dela é que ela por si só já conta uma história. Momento para reflexão: Já pararam pra pensar sobre isso? Que algumas capas de livros contam uma história por si só? Eu acho isso maravilhoso e prova o quanto uma capa bem feita e interessante faz sim diferença. Engraçado que mesmo antes de ler sequer a sinopse de As Mentiras de Locke Lamora eu já sabia sobre o que se tratava o livro. Bizarro!

Quinto: A cronologia do livro é uma dança entre o passado e o presente, com interlúdios sobre a vida Locke desde como um órfão problemático no Morro das Sombras, até Nobre Vigarista e famoso Espinho de Camorr. Esses interlúdios são fundamentais e estão dispostos nas horas certas na obra, dando suspense para o que virá a seguir.

Enfim, preparem-se, pois As Mentiras de Locke Lamora vai muito além de uma história de aventuras e fantasias. Foi um grande deleite entrar nessa história. Ri, chorei, gritei, lamentei, sorri, me zanguei, mas quando eu terminei o livro só me restou vazio e gostinho de quero mais.

As Mentiras de Locke Lamora é o primeiro volume da série Nobres Vigaristas. O segundo e terceiro volumes, Mares de Sangue e República dos Ladrões, já foram lançado pela editora Arqueiro (que sempre arrasa no gênero, né). Não sei se só eu tive a impressão, mas será que o autor se inspirou um pouco em O Senhor dos Ladrões da Cornelia Funke? Talvez.

Boatos que o Scott Lynch está escrevendo o quarto volume, porém parece que o autor sofre de depressão e ele está passando por uma crise atualmente, então foi adiado o lançamento do próximo livro e ainda não há previsão certa. Vamos todos orar para o Treze Sem Nome, o Guardião Torto (famoso no livro), para que ele fique bem e que logo possa nos disponibilizar mais uma aventura dos nossos nobres vigaristas! 😉

11

julho

2016

Cinco coisas para você eliminar do seu guarda- roupa

Categorias: Dicas/Novidades♥ , Organização ♥

Oii pessoal tudo bem?

Não, você não leu errado, é isso mesmo que esta no titulo, hoje vou te dar cinco dicas para você eliminar de vez roupas/coisas que só estão ocupando espaço no seu guarda- roupa, sei que pra muita gente é difícil desapegar de algumas coisas mas eu acredito que de tempos em tempos todos nós precisamos desse detox hehe e agora é sua vez…chega de procrastinar.

1Aquele presente que não tem nada a ver com você tenho certeza que você já ganhou alguma peça de presente, passou do prazo de troca e acabou ficando com mais uma peça no seu guarda – roupa que não tem nada a ver com você, que você não vai usar mas que não se desfaz dela por ter sido um presente, bom essa é a hora de passar ela pra frente, caso você realmente não queira se desfazer, vale customiza-la, pesquise um  DIY, mas antes pense se você realmente vai usa-la, o que não vale é guardar a roupa só por educação

2 –  Roupas que não servem você conhece aquela velha frase? ( vou guardar, porque quando eu emagrecer vou usar) se sim, esquece isso, você pode até emagrecer mas dificilmente vai usar aquela roupa, o nosso corpo muda o tempo todo e o nosso gosto também, então desapega.

3Peças que estão rasgadas/manchadas ou que machucam separe o que vale a pena levar na costureira/sapateiro e desapega do resto. 

4Aquela roupa que você vai usar…um dia… mas…nunca usa esse item nem precisa de muitos detalhes, você já sabe de qual peça estou falando…ah não esquece aquela, que você comprou pra usar no seu aniversario do ano passado mas até hoje esta com etiqueta. 

5Roupas que trazem memórias ruins, assim como uma música, um perfume, as roupas também deixam suas marcas, eu sugiro que você só mantenha com você, coisas que te façam bem e te tragam boas memórias.

Arara Imagem de inspiração via Pinterest

P.s Essas dicas, servem não só para as roupas, mas sapatos, acessórios e roupas de cama também 😉

Só mais uma dica: Pra desapegar sem dó, sem consciência pesada, foque nas peças que você gosta, no que esta ficando, não no que você esta tirando 😉

Agora que você já leu esse post, deixa a preguiça de lado e vá arrumar seu guarda – roupa, tenho certeza que vai se sentir mais leve.

Beijos e até logo!!